3 de nov. de 2010

Diagnóstico de câncer Quanto mais cedo, maiores as chances de cura!!

Diagnóstico
O diagnóstico varia muito conforme o caso: enquanto alguns tumores já dão sinais visíveis e podem ser flagrados pelo próprio paciente caso do de mama e do de pele, por exemplo outros crescem silenciosos, e acabam sendo descobertos ou num exame de rotina ou só quando já dão sintomas, na fase avançada da doença.

Câncer de mama
A melhor estratégia para vencer o câncer de mama é o diagnóstico precoce, que pega e trata a doença em seus primeiros estágios. Os passos abaixo mostram uma estratégia comum, mas o melhor a fazer é perguntar ao seu médico sobre maneiras de prevenir ou descobrir cedo o câncer de mama.
Cheque seus seios uma vez ao mês, de três a cinco dias depois do fim da menstruação. Faça um check-up médico completo uma vez ao ano e faça mamografias uma vez a cada um ou dois anos se você tem 40 ou mais anos. A partir dos 50, é recomendável fazê-las anualmente. Comece as mamografias mais cedo se você tem um histórico familiar.
 
Baseie sua alimentação em frutas, vegetais, grãos e cereais.
 
Se você usa contracepção, pergunte ao médico sobre os prós e os contras das pílulas anticoncepcionais. Se você está perto da menopausa, pergunte ao médico se você precisa fazer terapia de reposição hormonal. Você e seu médico precisam decidir em conjunto sobre isso levando em conta suas chances de ter câncer de mama.
 



Quais São Os Sintomas do Câncer de Mama? 
Em seus primeiros estágios, o câncer de mama normalmente não apresenta sintomas. Conforme o tumor se desenvolve, você pode notar os seguintes sinais:
 

Nódulos no seio ou na axila que persistem após o seu ciclo menstrual são normalmente o primeiro sintoma. O nódulo não dói, embora algumas mulheres sintam pontadas. Os nódulos são normalmente visíveis na mamografia muito antes de poderem ser sentidos pelo toque.
 
Inchaço na axila.
 
Embora os nódulos sejam indolores, dor e sensibilidade no seio podem ser um alerta.
 
Achatamento ou afastamento notável dos seios podem indicar um tumor que não pode ser visto ou sentido.
Mudanças de tamanho, contorno, textura ou temperatura do seio; uma superfície avermelhada e esburacada, como a casca de uma laranja, pode ser um sinal de câncer avançado.
 
Alterações no mamilo, como aparência de estar voltado para dentro, coceira, ardência ou ulceração podem ser sintomas da doença de Paget, um câncer localizado.
 
Liberação de líquidos pelo mamilo, que podem ser claros, com sangue ou de outra cor geralmente são sinais de tumores benignos, mas podem ser causados por câncer em alguns casos.
 
Uma área parecida com mármore sob a pele.
Uma área que é notavelmente diferente de qualquer outra área do seio.
 

Procure um médico se:
Um ou os dois seios apresentar um nódulo anormal ou dor persistente ou se parecer diferente. A causa normalmente não é câncer, mas deve ser identificada.
 
Suas axilas tiverem glândulas linfáticas inchadas. Qualquer inchaço do tipo pode estar ligado a um câncer.
 

Quais são os sinais de Alerta do Câncer de Mama? 
Nódulos ou engrossamento do seio ou de uma área próxima a ele que persiste durante todo o ciclo menstrual.
 
Uma massa parecida com uma ervilha.
Mudança de tamanho, forma ou contorno do seio.
Líquidos com sangue ou claros expelidos pelo mamilo.
Mudança na aparência da pele do seio ou do mamilo.
Uma área notavelmente diferente do que qualquer outra no seio.
 
Uma área dura parecida com mármore sob a pele.
 

Essas alterações podem ser detectadas durante exames mensais das mamas. Com eles, você pode ficar mais familiarizada com as mudanças mensais normais dos seus seios. O auto-exame das mamas deve ser feito na mesma época todos os meses, de três a cinco dias após a menstruação. Se você parou de menstruar faça o exame no mesmo dia todos os meses.
 

Câncer de Mama em Estágio Inicial

Que tipo de tumor eu tenho? O que significa invasivo ? 
Um tumor é um crescimento celular anormal que pode ser benigno ou maligno . Tumores de mama benignos não ameaçam a vida e não se espalham para outras partes do corpo. Tumores malignos, sim. Um tumor maligno que atinge os tecidos vizinhos é chamado de invasivo .
 

O que significa lobular" e ductal . O que isso muda no meu tratamento? 
Cada seio é composto de até 20 seções chamadas de lóbulos . Cada um deles é formado de muitos pequenos bulbos, ou alvéolos, onde o leite é produzido. Lóbulos e bulbos são ligados por pequenos tubos chamados dutos que carregam leite ao mamilo.
 

O carcinoma lobular in situ (LCIS, na sigla em inglês) é um tumor benigno que consiste de células anormais no contorno de um bulbo. Apesar de carcinoma se referir a câncer esse tipo de tumor não é um câncer e não há qualquer evidência de que as células anormais de um LCIS vão se espalhar como um. No entanto, ter LCIS significa que a mulher tem um risco maior de desenvolver um câncer em qualquer um dos seios. Apesar disso, a maioria das mulheres com LCIS jamais apresentam a doença.
 

Nenhum tratamento é necessário e normalmente cirurgia não é recomendada. De vê em quando, mulheres com esse tipo de tumor optam por uma mastectomia bilateral como medida preventiva, mas a maioria dos cirurgiões não aprova essa medida. Algumas mulheres optam por tomar tamoxifen para diminuir a probabilidade de câncer de mama. O LCIS é às vezes chamado de estágio 0 do câncer de mama, mas essa denominação não é exatamente correta porque ele não é, de fato, um câncer.

O carcinoma ductal in situ (DCIS) são células anormais no contorno de um duto. É um tumor maligno não-invasivo, e é também chamado de carcinoma intraductal. Essas células anormais não se espalharam para além do duto e não invadiram o tecido ao redor do seio. No entanto, o DCIS pode se espalhar e se tornar invasivo. Não existe um tratamento cirúrgico recomendado oficialmente, embora uma Conferência de Consenso realizada na Filadélfia em 1999 tenha concluído que a maioria das mulheres com DCIS é candidata para cirurgia de conservação e que menos de uma em quatro precisam de mastectomia.
 

A terapia com radiação ajuda a prevenir o retorno do DCIS e o desenvolvimento de um câncer invasivo. Se esse timo de tumor se espalhar ou estiver em mais de um lugar, algumas mulheres escolhem passar por uma mastectomia. No tratamento do DCIS, os nódulos linfáticos da axila normalmente não são removidos. Tamoxifen é às vezes usado em conjunto com as opções cirúrgicas. O DCIS também é chamado às vezes de estágio 0 do câncer de mama porque não é invasivo.
 

Efeitos Colaterais do Tratamento do Câncer de Mama: Quimioterapia e Radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia podem destruir células cancerosas. Mas esses tratamentos também podem afetar células saudáveis. Remédios e outros métodos de auto-ajuda podem aliviar muitos dos seguintes efeitos colaterais: 

Perda de apetite
 
Náusea e vômito
 
Fraqueza e fadiga
 
Dor na boca
 
Perda de cabelo
 
Ganho de peso
 
Menopausa precoce
 
Baixa resistência à infecções
 

Como eu posso saber se tenho câncer de mama? 
O câncer de mama responde melhor ao tratamento quando é detectado cedo. Por isso, você deve fazer um check-up médico anual, examinar seus seios mensalmente e fazer as mamografias recomendadas por seu médico.
 

Auto-exame das mamas 
A partir dos 20 anos, examine seus seios mensalmente para que você se familiarize com a estrutura deles e seja capaz de detectar qualquer nódulo. Mudanças pré-menstruais podem causar engrossamento temporário que desaparece após a menstruação, então é melhor checar seus seios de três a cinco dias depois do fim do ciclo. Se você parou de menstruar, examine seus seios no mesmo dia todos os meses, escolha uma data fácil de lembrar. Se um auto-exame das mamas lhe deixa ansiosa ou se você não sabe como fazê-lo, consulte seu médico.
 

Procure por pequenos orifícios ou mudanças na forma ou na simetria. Isso pode ser feito olhando em um espelho. O resto do exame é melhor fazer no chuveiro, usando sabonete para que suas mãos possam deslizar mais fácil pela pele. Com pressão leve, procure nódulos perto da superfície. Aplique pressão firme para explorar tecidos mais profundos. Aperte cada mamilo gentilmente, se houver ejeção de líquido, principalmente com sangue, procure seu médico.

Se encontrar um nódulo novo ou estranho no seu seio, vá ao médico para ter certeza de que ele não é canceroso ou pré-canceroso. A maior parte dos nódulos é benigno e não é sinal de câncer. O melhor teste para distinguir um cisto de um tumor sólido é o ultra-som ou uma biópsia com agulha. Faça um exame das mamas com um profissional de saúde uma vez a cada três anos a partir dos 20 e anualmente a partir dos 40.

Uma mamografia básica, um raio-X do seio, é recomendada para mulheres aos 35 anos pela Sociedade Americana para o Câncer. Os nódulos no seio podem ser identificados por essa técnica cerca de dois anos antes de poderem ser sentidos com o toque.

Há muitos testes capazes de distinguir um nódulo benigno de um tumor maligno. Como eles costumam ter características físicas diferentes, exames de imagem como a mamografia e a ultra-sonografia geralmente já detectam o câncer. A única de confirmar o diagnóstico maligno, no entanto, é fazer uma aspiração com agulha ou uma biópsia para testar a amostra de tecido.

No caso de malignidade, você e seu médico precisam saber o estágio do câncer. Muitos testes são usados para conferir a presença do tumor e a probabilidade de ele se espalhar, ou entrar em metástase. Células cancerosas podem ser analisadas para verificar a presença ou ausência de receptores de hormônios, para descobrir se o câncer deve responder bem à terapia hormonal, como o tamoxifen. Outros testes podem ajudar a prever a probabilidade de metástase e o potencial de retorno após o tratamento.

Câncer de Mama: O Auto-Exame
A melhor forma de lutar contra o câncer de mama é detectá-lo cedo. O auto-exame das mamas pode ajudar, embora as ferramentas mais eficientes sejam a mamografia e o exame clínico das mamas por um profissional de saúde. De fato, mulheres que realizam o auto-exame regularmente são capazes de encontrar 90% das massas dos seios. 

O que é o auto-exame e por que eu devo fazê-lo? 
O auto-exame é uma forma de você checar seus seios para verificar a presença de mudanças, como nódulos, que podem sinalizar um câncer de mama. Quando o tumor é detectado em seus primeiros estágios, suas chances de sobrevivência aumentam muito. Apesar de 80% de todos os
 nódulos do seio não serem cancerosos, você pode ajudar a encontrar mudanças perigosas ao fazer o exame regularmente. 

Como faço um auto-exame das mamas?
Siga os passos. 

No espelho:
1. Observe-se em um grande espelho nua da cintura para cima em um cômodo bem iluminado. Observe seus seios. Não se assuste se eles não parecerem idênticos no tamanho ou na forma. A maioria dos seios das mulheres não é igual. Com seus braços relaxados ao lado procure por mudanças no tamanho, na forma, na posição ou na pele. Procure ulcerações, rugas ou descoloração. Inspecione seus mamilos e procure por descamações ou alterações na direção. 
2. Em seguida, coloca as mãos no quadril e aperte firme para enrijecer os músculos peitorais abaixo de seus seios. Vire de lado a lado para que possa observar a parte externa dos seios.
 
3. Depois, curve-se para frente em direção ao espelho. Rotacione seus ombros e cotovelos para frente para enrijecer os músculos peitorais. Seus seios cairão para frente. Procure qualquer mudança no formato ou no contorno dos seios.
 
4. Agora, coloque as mãos atrás da cabeça e aperte-as para frente. Depois, vire-se de lado a lado para inspecionar as partes externas dos seus seios. Lembre-se de verificar a parte debaixo. Você pode precisar levantar os seios com as mãos para poder ver essa área.
 
5. Verifique se seus mamilos expelem fluidos. Coloque o dedão e o indicador no tecido ao redor do mamilo e pressione para frente, em direção a ele. Procure por qualquer líquido. Faça o mesmo no outro mamilo.
 

No chuveiro 
6. Agora é hora de procurar alterações nos seios. Ajuda estar com as mãos escorregadias com água e sabão. Procure nódulos ou áreas mais grossas na região das
 axilas. Coloque sua mão esquerda no quadril e alcance a axila esquerda com a mão direita. Faça o mesmo do outro lado. 
7. Verifique ambos os lados em busca de nódulos e áreas grossas acima e abaixo da clavícula.
 
8. Com as mãos ensaboadas, levante um braço atrás de sua cabeça para espalhar o tecido da mama. Use os dedos da outra mão para pressionar gentilmente os seios. Suba e desça indo da linha do sutiã à clavícula. Continue até cobrir todo o seio. Faça o mesmo do outro lado.
 

Deitada
9. Em seguida, deite-se e coloque um pequeno travesseiro ou uma toalha dobrada embaixo de seu ombro direito. Coloque sua mão direita atrás da cabeça e a esquerda na parte de cima de seu seio direito, com os dedos unidos. Loção corporal pode ajudar. 
10. Pense no seu seio como um relógio. Comece no lugar onde estaria marcado 12hs e siga em direção à 1h com movimentos pequenos e circulares. Continue em volta do circulo completo até chegar novamente às 12h. Mantenha seus dedos unidos e em contato constante com o seio. Quando o círculo for completado, mova um centímetro em direção ao mamilo e faça um novo círculo em sentido horário. Continue nesse padrão até ter sentido o seio inteiro. Certifique-se de sentir as áreas externas que se estendem até sua axila.
 
11.Mantenha seus dedos unidos e diretamente no topo de seu mamilo. Sinta a região abaixo do mamilo. Gentilmente o pressione para dentro. Ele deve se movimentar com facilidade.
 

Os tumores cancerosos tendem a aparecer mais em certas partes do seio do que em outras. Se você dividir o seio em quatro seções, a porcentagem aproximada dos tumores de mama em cada região é (em sentido horário):
 
41% no quadrante superior externo
 
14% no quadrante superior interno
 
5% no quadrante inferior interno
 
6% no quadrante inferior externo
 
34% na área atrás do mamilo
 

Quase a metade dos casos ocorre no quadrante superior externo do seio, em direção à axila. Alguns médicos se referem a essa região como a cauda do seio e encorajam mulheres a examiná-la com atenção.
 

O Que Eu Faço Se Encontrar um Nódulo?
Procure seu médico se encontrar qualquer alteração nos seios, mudanças persistentes após a menstruação ou outras preocupações. 

Câncer de Mama: Tratamento
Há dois principais objetivos no tratamento do câncer de mama:
1) Livrar o corpo do câncer tão completamente quanto for possível
 
2) Prevenir o retorno do câncer
 

Como o tratamento é definido? 
O tipo de tratamento recomendado para você por seu especialista em câncer dependerá do tamanho e da localização do tumor na mama, dos resultados dos testes de laboratório feitos nas células cancerosas e do estágio ou da extensão da doença. Seu médico normalmente leva em conta sua idade e saúde como um todo, além de seus sentimentos a respeito das opções de tratamento. Discuta suas opções com ele.
 

Quais são os tipos de tratamento disponíveis?
O tratamento do câncer de mama é local ou sistêmico. Tratamentos locais removem, destroem ou controlam as células cancerosas em uma área específica, como o seio. Eles incluem: 

Cirurgia, ou a
 mastectomia ou a lumpectomia (também chamada de cirurgia conservadora ou de mastectomia parcial) com ou sem a remoção do nódulo linfático. 
Radioterapia Os tratamentos sistêmicos são usados para matar ou controlar células cancerosas em todo o organismo. Eles incluem:
Quimioterapia, que usa remédios para matar células cancerosas. Os efeitos colaterais podem incluir náusea, perda de cabelo, menopausa precoce, calores, fadiga e anemia temporária.
 
Terapia hormonal. Ela usa remédios para prevenir os hormônios, especialmente o estrogênio de promover o crescimento das células cancerosas que podem permanecer após a cirurgia. Efeitos colaterais incluem calores e secura vaginal.
Terapia Biológica, que funciona usando o sistema imunológico do corpo para destruir células cancerosas. O remédio mira nas células do tumor de mama que apresentam altos níveis de uma proteína chamada HER2. Tratamentos sistêmicos podem ser dados após tratamentos locais (terapia adjuvante), para matar células cancerosas que permanecem no corpo, ou antes (terapia neoadjuvante). A paciente pode receber apenas um dos tratamentos ou uma combinação, dependendo de suas necessidades.
 

O que dizem os médicos
Quando um exame de mama ou uma mamografia indica algo suspeito, os médicos costumam enviar as pacientes para fazer uma biópsia. Durante esse procedimento, uma pequena amostra de células ou de tecido da área afetada é coletada, usando cirurgia, agulhas e outras técnicas. Depois que a amostra é retirada, ela é enviada a um laboratório para ser testada. 

Se os testes indicarem que um câncer foi encontrado, você deve procurar uma segunda opinião para confirmar o diagnóstico. Antes disso, pode querer entrar me contato com seu plano de saúde, para saber o que ele cobre.

Primeiro, peça ao seu médico a indicação de um especialista em câncer, ou ligue para um centro médico ou hospital que trate a doença. O Instituto Nacional do Câncer relacionou alguns centros que fornecem tratamento de última geração contra o câncer. Pegue os nomes de diferentes médicos e hospitais que ofereçam os mais eficientes e novos tratamentos e tenham a maior experiência no assunto.

Quando você tem câncer, ter o tratamento inicial correto é muito importante. Você deve pedir ao médico da segunda opinião uma avaliação do tratamento planejado para você para garantir que você terá acesso ao que há de mais novo na medicina e às melhores chances de se tratar o seu tipo de câncer.

Câncer de Mama: Combatendo a Fadiga Associada ao Câncer 
A fadiga é comum em pacientes com câncer e muitas vezes confundida com cansaço. Cansaço acontece com todo mundo, é uma sensação que você espera ter após certas atividades ou ao fim do dia. Normalmente, você sabe por que está cansado e uma boa noite de sono resolve o problema. 

A fadiga é uma falta de energia diária: um cansaço anormal e excessivo não aliviado pelo sono. Ela pode ser aguda (durando um mês ou menos) ou crônica (durando de um a seis meses ou mais). A fadiga pode impedir que você funcione normalmente e causa impacto na sua qualidade de vida.
 

A fadiga associada ao câncer é um dos efeitos colaterais mais comuns da doença e de seus tratamentos. Normalmente, surge repentinamente, sem elo com atividade ou exaustão, e não é aliviada pelo descanso ou pelo sono. Muitas vezes é descrita como paralisante e pode continuar aparecendo mesmo após o tratamento.
 

Quais são as causas da fadiga ligada ao câncer?
A causa exata é desconhecida, mas pode estar ligada à progressão da doença. Os tratamentos a seguir são comumente associados à fadiga: 

Quimioterapia. Qualquer medicação quimioterápica pode causar fadiga. Pacientes freqüentemente relatam fadiga após muitas semanas de tratamento, mas isso varia. Em alguns, a fadiga dura apenas alguns dias, enquanto outros afirmam que o problema persiste por todo o tratamento e mesmo após sua finalização.
Radioterapia. Terapia de radiação pode causar fadiga cumulativa (que aumenta com o passar do tempo). Isso pode ocorrer independentemente do local tratado. A fadiga geralmente dura de três a quatro semanas depois da parada do tratamento, mas pode continuar por mais dois ou três meses.
 
Transplantes de medula óssea. Esse tratamento agressivo pode causar fadiga que dura até um ano. Terapia biológica. Interferons e interleuquinas são citoquinas, proteínas naturais da célula que são normalmente liberadas pelos glóbulos brancos em resposta a infecções. Em altas doses, elas podem ser tóxicas e causar fadiga persistente.
 
Terapia de combinação. Mais de um tipo de tratamento contra o câncer ao mesmo tempo ou em seguida aumenta as chances de desenvolver fadiga.
 

Quais outros fatores contribuem para a fadiga?
Estado hipermetabólico causado pelo tumor. Células cancerosas competem por nutrientes, com freqüência às custas das células normais. Além da fadiga, perda de peso e falta de apetite são efeitos comuns. 
Nutrição reduzida pelos efeitos colaterais dos tratamentos (como náusea, vômito, dores na boca, mudanças de paladar, ardência ou diarréia).
 
Tratamentos contra o câncer podem reduzir a contagem de células sangüíneas, o que pode levar à anemia, um problema do sangue que ocorre quando não há suficiente hemoglobina, a substância que permite que o sangue transporte oxigênio pelo corpo. Com menos oxigênio, há fadiga.
Se a glândula tireóide estiver sub-ativada, o metabolismo pode desacelerar para que o corpo não queime comida rápido o suficiente para gerar energia adequada. Essa é uma condição comum, mas pode também acontecer apos radioterapia nos nódulos linfáticos do pescoço.
 
Medicamentos usados para tratar efeitos colaterais como náusea, dor, depressão, ansiedade e convulsões.
Dor crônica e severa.
Estresse, que pode vir tanto do lidar com a doença e seus desconhecidos como da preocupação com as metas diárias e com a expectativa alheia. A fadiga costuma aparecer quando os pacientes tentam manter seus estilos de vida, suas rotinas e suas atividades durante o tratamento. Mudar seus hábitos pode ajudar. Depressão e fadiga geralmente andam lado a lado, mas é difícil verificar quem chega primeiro. Uma forma de resolver isso é tentar entender seus sentimentos e como eles afetam sua vida. Se você está deprimida o tempo todo, se você já estava deprimida antes do diagnóstico ou se está preocupada com sentimentos de inutilidade e baixo valor, talvez deva procurar um tratamento para depressão.
 


Como fazer para combater a fadiga? 
A melhor maneira é tratar a causa médica por trás dela. Infelizmente, na maioria dos casos, a causa é desconhecida ou múltipla. Há outros tratamentos médicos que podem ajudar a melhorar a fadiga causada pelo hipertireoidismo e pela anemia. Outras causas de fadiga precisam ser avaliadas individualmente.
 

E a nutrição?
A fadiga associada ao câncer normalmente piora se você não está comendo bem ou direito. Manter uma boa nutrição pode ajudá-la a se sentir melhor e a ter mais energias. Aqui estão algumas estratégias para melhorar seu consumo de nutrientes. 

Consuma as calorias mínimas necessárias. A necessidade calórica estimada para uma pessoa com câncer é de 30 calorias por quilo se o seu peso estiver estável. Adicione mais 500 calorias ao dia se perdeu peso. Por exemplo, uma pessoa de 75 kg precisa de cerca de 2.250 calorias para manter seu peso.
Consuma bastante proteína. Proteína reconstrói e repara tecidos danificados e envelhecidos. A necessidade estimada é de 1 a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso. Exemplo: Uma pessoa de 75 quilos precisa de algo em torno de 75 a 80 gramas de proteína ao dia. As melhores fontes de proteína são os laticínios e as carnes.
Beba muito líquido. Um mínimo de oito copos de líquido por dia vai prevenir a desidratação (cerca de dois litros). Os líquidos podem incluir suco, leite, milkshakes e outras bebidas. E, é claro, água. Evite bebidas com cafeína. Saiba que precisa beber mais se está sofrendo de diarréia ou vômito. 
Garanta que está consumindo vitaminas suficientes. Tome um suplemento se não tem certeza. Um multivitamínico que oferece ao menos 100% das necessidades mínimas diárias da maioria dos nutrientes. Observe: suplementos vitamínicos não fornecem calorias, que são essenciais para a produção de energia. Vitaminas não substituem uma alimentação adequada. 
Consulte um nutricionista. Ele poderá dar sugestões para resolver qualquer problema de alimentação que possa estar interferindo com sua nutrição (como sensação precoce de saciedade, dificuldade para engolir ou alterações no paladar). Um nutricionista também pode sugerir formas de maximizar as calorias e incluir proteínas em porções menores de comida (como leite em pó, achocolatados e outros suplementos comerciais). 

E os exercícios?
Reduzir a atividade física, o que pode ser resultado da doença ou do tratamento, pode levar ao cansaço e à falta de energia. Cientistas descobriram que mesmo atletas saudáveis forçados a passar períodos longos de tempo deitados ou sentados desenvolvem sintomas de ansiedade, depressão, fraqueza, fadiga e náusea. 

Exercício regular e moderado pode melhorar esses sintomas, ajudar a se manter ativo e aumentar a energia. Mesmo durante o tratamento é possível continuar se exercitando. Passe por um médico antes de começar um programa de exercícios.
 

Quando devo ligar para o meu médico?
Embora a fadiga associada ao câncer seja um efeito colateral comum e esperado do câncer e de seus tratamentos, você deve se sentir a vontade para mencionar suas preocupações a seus médicos. Há momentos em que fadiga pode ser uma pista sobre um problema médico por debaixo dos panos. Em outros, pode haver intervenções médicas para ajudar a controlá-la. Finalmente, deve haver algumas sugestões mais especificas para a sua situação que ajudariam a combater a fadiga. Tenha certeza de que seu médico ou enfermeira saiba que você tem: 
Falta de ar com pouco desgaste
 
Dor incontrolável
Inabilidade de controlar os efeitos colaterais como náusea, vômito, diarréia ou falta de apetite.
 
Ansiedade e nervosismo incontroláveis.
 
Depressão. 

Homens também são alvos do câncer de mama!!


Até pouco tempo acreditava-se que só mulheres, principalmente as com mais idade, podiam desenvolver o câncer de mama. Infelizmente esta colocação não condiz mais com a realidade. Atualmente homens e moças cada vez mais jovens podem sofrer deste mal. 

câncer de mama atinge um homem em cada 100 mulheres, porém a ocorrência desta neoplasia tende a aumentar devido a má qualidade de vida e dificuldade em diagnosticar o tumor na sua fase inicial, que pode ser confundido com outras doenças como a ginecomastia. O uso de anabolizantes, principalmente por jovens que querem ganhar massa muscular em academias e o uso de hormônios por transexuais piora a situação, pois torna a detecção mais difícil e a maior tendência em desenvolver o câncer.





O segundo principal tipo de câncer que acomete a população brasileira é o de mama, o primeiro é o câncer de pele não melanoma.

Não existe uma causa para o câncer de mama, tanto no homem quanto na mulher. A prevenção e o diagnóstico da doença de mama iniciam-se com a anamnese completa. É importante lembrar que o diagnóstico de câncer de mama não pode ser excluído por qualquer achado isolado na história do paciente.

Homem, cuide-se!
 As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o auto-exame das mamas, o exame clínico e a mamografia.

O tratamento do câncer de mama em homens é semelhante ao das mulheres e começa pelo exame de toque na mama, mamografia, consultas a médicos especializados e depois de detectado a solução é a cirurgia e de acordo com o estágio do câncer são sugeridos alguns tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia.

 Hoje em dia, a cirurgia de remoção do tumor é bem menos traumática e o/a paciente já sai do centro cirúrgico com a mama reintegrada.

28 de set. de 2010

Benefícios da massagem vão além do relaxamento

Estudo mostra que uma única sessão de massagem é capaz de causar alterações biológicas em quem a recebe


Foto: Getty Images
Relax: manipulação inibe a produção de hormônios que causam estresse
Uma boa massagem faz mais que apenas relaxar seus músculos? Para descobrir, pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, recrutaram 53 adultos saudáveis e aleatoriamente submeteram 29 deles a uma sessão de 45 minutos de intensa massagem sueca, e os outros 24 a uma sessão de massagem leve.
Foram inseridos cateteres intravenosos em todos os participantes, para que amostras de sangue fossem colhidas imediatamente após a massagem e novamente uma hora depois.
Para surpresa dos pesquisadores, patrocinados pelo Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa, uma divisão do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, uma única sessão de massagem foi capaz de causar alterações biológicas em quem a recebia.
Os voluntários que foram submetidos a massagem sueca experimentaram reduções significativas nos níveis do hormônio do stress cortisol no sangue e saliva, e no nível de um outro hormônio que pode causar elevações de cortisol. Eles também tiveram aumento no número de linfócitos, os glóbulos brancos do sangue que fazem parte do sistema imunológico – responsável pelas defesas do corpo.

Os voluntários da massagem leve experimentaram elevações da oxitocina, um hormônio associado ao contentamento e à confiança, maiores que no grupo da massagem sueca, e reduções mais acentuadas de um hormônio que estimula as glândulas adrenais a liberar o cortisol.
O estudo foi publicado online em “The Journal of Alternative and Complementary Medicine”. O principal autor, Mark Hyman Rapaport, diretor de psiquiatria e neurociências comportamentais do Cedars-Sinai, afirmou que as descobertas são intrigantes e instigantes.

21 de set. de 2010

Hospital adota terapia alternativa para ajudar a tratar câncer


Meditação, ioga e acupuntura são algumas das práticas usadas no Albert Einstein; modelo é chamado de medicina integrativa
Técnicas já são adotadas em hospitais de referência em oncologia nos EUA e podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes

O Hospital Israelita Albert Einstein incluiu práticas como meditação, ioga, acupuntura e reiki no tratamento do câncer. O modelo, chamado de medicina integrativa, é semelhante aos adotados em instituições de referência internacional em oncologia, como o M.D. Anderson e o Memorial Sloan-Kettering Center, nos EUA.
A inclusão dessas técnicas, até bem pouco tempo desacreditadas na área médica, tem sido motivada pela grande demanda de pacientes que procuram por tratamentos complementares quando têm um diagnóstico de câncer. Além disso, atualmente, há vários estudos controlados demonstrando a eficácia e a segurança delas.
No último congresso mundial de câncer, no início do mês, em Chicago (EUA), estudos demonstraram que a acupuntura, por exemplo, pode reduzir as náuseas da quimioterapia e aliviar a xerostomia (boca seca), provocada pela radioterapia na região da cabeça e pescoço.
No Einstein, as práticas são oferecidas a pacientes que acabaram de receber o diagnóstico de câncer, que estão em tratamento ou que já terminaram. O cirurgião Paulo de Tarso Lima, responsável pela área de medicina integrativa, diz que as técnicas são adotadas mediante evidências científicas de que funcionam e de que não prejudicarão a terapia convencional.
Lima estima que 70% dos pacientes não contam aos médicos que adotam práticas complementares (no passado chamadas de alternativas) ao tratamento convencional -seja por não serem questionados a respeito ou por temor de que os médicos desaprovem a técnica.
"Usar essas práticas sem a orientação de um profissional é um risco à saúde. A fitoterapia, se utilizada de forma incorreta, pode interferir e prejudicar o tratamento do câncer", afirma.
Quando bem indicadas, muitas das técnicas complementares são úteis para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e suas respostas aos tratamentos clínicos. "O objetivo é que eles ajudem, e não atrapalhem, a recuperação", diz Lima.
A ioga, por exemplo, ajuda a diminuir a ansiedade, o medo e os pensamentos negativos, explica o psiquiatra Rodrigo Yacubian Fernandes, que aplica os princípios da kundalini yoga entre os pacientes oncológicos. A prática também vem sendo usada como tratamento coadjuvante de distúrbios psiquiátricos e psicológicos.
A empresária Maria do Rosário, 50, luta há três anos contra o câncer. Já retirou parte do intestino, os dois ovários e, agora, faz quimioterapia a cada 15 dias para combater um tumor no pulmão. Por conta dos efeitos colaterais do tratamento, ela também sofre de uma neuropatia que a levou à perda da sensibilidade nas mãos e nos pés.
Para manter o equilíbrio e controlar a ansiedade, ela faz reike, acupuntura e meditação. O Reiki é uma técnica que usa a imposição de mãos para transmissão de energia vital e desbloqueio do fluxo energético, segundo os terapeutas. "Essas práticas me relaxam, especialmente quando tenho que passar horas fazendo exames."
Ela conta que ao descobrir o câncer "ficou de mal com Deus". "Entrei numa depressão incontrolável. Hoje, conto primeiro com Deus, porque tenho muita fé, e depois com todas essas pessoas, tratamentos e práticas que me ajudam a dar uma sobrevida melhor", diz Maria.
Além dos aspectos emocionais, a empresária notou melhoras físicas. "Antes, fazia quimio e era um dia no pronto-socorro e o outro também. Era uma loucura. Há quase um ano que eu não preciso mais ir ao pronto-socorro por conta dos efeitos do tratamento."

Claúdia Collucci
Folha de S.Paulo


20 de set. de 2010

Transito Causa Dor, Estresse e Varizes

O trânsito complicado pode provocar dores musculares, estresse, crises respiratórias. Saiba evitar
A distância de 30 quilômetros foi percorrida em 3horas e 4 minutos. Durante todo o trajeto, em velocidade tartaruga, o médico ortopedista Rubens Rodrigues não apenas lamentou o congestionamento que separava a sua casa do aeroporto como também abria e fechava as mãos, esticava os braços para cima e girava os pés repetidas vezes.
A “coreografia” dentro do veículo é só uma das dicas para evitar os males dos engarrafamentos, que vão além do estresse. Nos últimos 10 anos, segundo os dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) surgiram, em média, 165 mil novos carros. O crescimento da frota na década foi de 103%, bem maior do que o aumento populacional no mesmo período, de 17,1% (mostram os dados do IBGE).
O descompasso entre veículos, pessoas e espaço físico fez com que o problema do trânsito parado deixasse de ser um privilégio só de São Paulo e fosse exportado para as principais capitais do País. Prova disso é uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente que detectou poluição veicular acima dos padrões seguros ditados pela Organização Mundial de Saúde não apenas na atmosfera paulista, como também em Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba.
Delas conversou com especialistas para saber como amenizar os principais problemas de saúde trazidos pelo tráfego congestionado.
Dores nas costas

Foto: Getty Images
Dores

Pela janela do carro você olha, com piedade, as pessoas que se apertam no ônibus, espremidas e em pé. Antes de ter pena, o médico do Instituto de Ortopedia de São Paulo (IOT) faz um alerta.
“Para a coluna, não há mal pior do que o aparente conforto dos automóveis. Ficar sentado por mais de uma hora é o suficiente para desencadear dores lombares e cervicais”, afirma Rubens Rodrigues.
Por isso, durante o trajeto, ele orienta a esticar os braços, como se estivesse se espreguiçando. “Um único percurso por trânsito congestionado é suficiente para provocar um microtrauma nas costas. O acúmulo pode desencadear um problema crônico. Por isso, além de mexer os braços, é importante fazer alongamento ao sair do carro”, orienta o especialista.
Problemas de circulação
Outro impacto imediato é na saúde das pernas, pés e aparelho circulatório. A ausência de movimentos, faz com que o sangue tenha mais dificuldade para percorrer o organismo. As varizes não são as únicas sequelas. Embolias, em casos mais severos, também podem ser um efeito colateral.
O presidente do Sindicato de Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari, diz que a situação é tão preocupante que na capital gaúcha a entidade já fez parceria com a associação de cirurgiões vasculares para conscientizar sobre o problema.
“Não há nada mais grave do que sair do banco do carro e ir direto para o sofá. Sempre preconizamos o exercício físico após o trânsito e, como cada pessoa tem um limite, a sugestão mais democrática é a caminhada”, sugere Nozari.
Comparar a rotina de um taxista, que fica no trânsito uma média de 12 a 14 horas por dia, com a de uma pessoa que não trabalha na praça não é um exagero. Isso porque, grande parte dos trabalhadores do País, antes de pegar a maratona engarrafada, fica horas sentado em frente ao computador, em um escritório, na sala de aula ou em reunião. Por isso, além de movimentar as pernas e caminhar após o trânsito, uma boa dica é beber muito líquido durante o dia, receita básica para quem quer amenizar os problemas circulatórios.


Em um congestionamento, não faltam gatilhos para a dor de cabeça, explica Carlos Bordini, presidente da Sociedade Brasileira de Cefaléia.Dores de cabeça e estresse
“Ansiedade por não querer chegar atrasado ao compromisso, raiva por ter de pegar trânsito mais uma vez, poluição e barulho potencializam as crises de enxaqueca e de dores de cabeça”, explica o neurologista.
Segundo o médico, estes fatores não causam a dor de cabeça, mas evidenciam que a pessoa é suscetível à doença. “Neste caso, a ocasião não faz o ladrão mas o revela”, compara. “Como hoje os congestionamentos tornaram-se problemas inevitáveis é importante que a pessoa tenha mecanismos de controle de estresse. Cada um tem o seu, mas existem os universais como ioga e meditação”, diz.
Em situações estressantes, afirmam os especialistas, a respiração também é prejudicada, o que influencia a circulação e as dores cabeça. Inspirar e expirar profundamente ajuda a melhorar o quadro. O taxista Luiz Nozari sugere ainda aproveitar a paisagem, que às vezes fica escondida no congestionamento.
Poluição e problemas respiratórios
Os escapamentos dos automóveis estão a todo vapor do lado de fora. A sensação é de que dentro do carro estaremos mais protegidos dos gases tóxicos. Engano. O Laboratório de Poluição da USP já fez medições com um aparelho especializado, chamado monoxímetro, e constatou que no interior dos veículos a poluição chega a ser 30% maior do que às margens das grandes avenidas de São Paulo.
Fechar os vidros e ligar o ar-condicionado nem sempre é uma boa opção, já que a implicação imediata dos gases em excesso é a debilitação do aparelho respiratório, também prejudicado pela atmosfera resfriada.

A solução neste caso não é simples. Os especialistas orientam que a melhor maneira é optar por outras formas de locomoção antes de priorizar o transporte individual. Ainda que a falta de ônibus, metrô e vans públicas de qualidade pareça incentivar o uso dos automóveis, o excesso de carros que prejudica os pulmões provoca um ciclo de doenças que começam pelo trato respiratório, cardiovascular e até depressivo. Pesquisa do Instituto do Coração (Incor) já mostrou inclusive que a poluição veicular potencializa infartos, acidentes vasculares cerebrais e diabetes.“A alta concentração dos poluentes nos centros urbanos associada à baixa umidade leva a irritação e inflamação das mucosas respiratórias e as pessoas já portadoras de doenças respiratórias crônicas (asma, bronquite, rinite) têm maior tendência a apresentar crises”, explica o pneumologista Mauro Gomes, membro da comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia em material divulgado pela entidade.

3 de set. de 2010

Aprenda com os rótulos dos alimentos

Valor Energético: É a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais;

Carboidratos: São os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (como batata, mandioca e inhame) e doces em geral.

Proteínas: São componentes dos alimentos necessários para construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas (feijões, soja e ervilha).

Gorduras Totais: As gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal.

Gorduras Saturadas: Tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. São exemplos, carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão, iogurte. O consumo desse tipo de gordura deve ser moderado porque quando consumido em grandes quantidades pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas.

Gorduras Trans: Tipo de gordura encontrada em grandes quantidades em alimentos industrializados como as margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, salgadinhos, produtos de panificação, alimentos fritos e lanches salgados que utilizam as gorduras vegetais hidrogenadas na sua preparação.

Fibra Alimentar: Está presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.

Sódio: Está presente no sal de cozinha e alimentos industrializados (salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos, produtos enlatados com salmoura) devendo ser consumido com moderação, uma vez que o seu consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial.

Alimentos Diet: formulados para um grupo com condição fisiológica específica. Apresentam quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente.
Alimentos Light: apresentam a quantidade de algum nutriente ou valor energético reduzido quando comparado a um alimento convencional. 



Crianças no Carro



Quem hoje é pai ou mãe, deve se lembrar da sua infância de como era divertido andar no porta-malas do carro ou na parte externa da caminhonete, junto com os irmãos, primos e amigos da mesma idade ou ainda no banco da frente, que era o lugar mais disputado... Hoje o trânsito, os carros, o comportamento, a vida e os condutores são muito diferentes.

Quando uma criança ou bebê é transportado solto dentro de um automóvel, sem a segurança dos cintos ou fora das cadeirinhas e até mesmo no colo, os motoristas expõem os pequenos passageiros a riscos desnecessários e muitas vezes com conseqüências desastrosas que poderiam ter sido evitadas, se fossem tomadas medidas de segurança que efetivamente protejam e salvem as vidas, caso aconteça um acidente com nosso bem maior: nossos filhos!!!
             
É inadmissível e irresponsável levar crianças em um veículo sem que elas estejam devidamente instaladas e seguras. Os pais ou responsáveis, por negligência, ignorância, falta de informação e de educação, preguiça de instalar ou acomodar a criança no seu devido lugar, mais o fato de achar que comigo não acontece, só servem para aumentar as crescentes estatísticas envolvendo bebês e crianças, vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Portanto dê o exemplo a seus filhos, zele por eles sendo responsável.

Falando em estatísticas, a maioria dos acidentes é provocada por terceiros, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o que nos obriga a tomar mais cuidado ainda.

O melhor e mais seguro lugar para transportar um bebê ou criança em um automóvel, é no meio do banco traseiro ficando mais protegido em caso de colisões laterais, sempre no bebê-conforto, cadeirinha, cadeirão ou suporte de elevação, de acordo com a idade, altura e peso da criança, devidamente acoplados e ajustados aos cintos de segurança do veículo.

2 de set. de 2010

Corra da preguiça!

Praticar atividades físicas não é apenas uma questão de vaidade ou prazer, mas também de saúde. A preguiça faz mal à sua saúde!


Infelizmente, os números evidenciam que muitas pessoas se rendem a este mal. Apenas 2% da humanidade praticam regularmente atividade física.
Não canso de repetir que nosso corpo pede movimento para funcionar regularmente.
Por que não aprendemos desde cedo a gostar de Atividade Física, até mesmo como parte de nosso ritual diário?
Mais do que ninguém, eu gostaria que realmente a preguiça das pessoas fosse um equívoco e que não tivesse eco na nossa realidade.
Aprendemos muito pouco sobre o nosso “hardware”, pois tivemos raríssimos contatos com a atividade física nas aulas de Educação Física na escola; que pelo modelo do passado tiveram muito mais o papel de “deseducar” e de desestimular o gosto pelo movimento, pois eram impostas atividades chatas e que sempre privilegiavam “inconscientemente” uma minoria que tinha talento para o Esporte.
 
Corra...
Hoje, esse legado está traduzido em dados estarrecedores sobre as doenças causadas pelo falta de exercício. Muitas delas, silenciosas. Quando se manifestam, já estão instaladas com os seus malefícios para a saúde e para a vida.
Está provado que ser ativo reduz o risco de infarto, derrame cerebral e diabetes, além de fortalecer músculos e articulações. Para completar, o exercício físico aumenta a produção de serotonina e outras substâncias que influenciam no funcionamento do cérebro, proporcionando a sensação de bem-estar e fornecendo estímulo para enfrentar com mais disposição as atividades do dia-a-dia.
Querendo ou não, gostando ou não, quando a saúde se fragiliza, em qualquer área do nosso corpo, a recomendação médica hoje é unânime: junto com a prescrição médica, vem o remédio complementar: fazer atividade física. E agora, como alternativa para recuperar a saúde, em muitos casos, como única saída para manter a vida.
 
É possível mudar esse quadro?
Felizmente, SIM. Faz parte da minha missão conscientizar as pessoas pelo prazer, pelo respeito à identidade, pela conquista da auto-estima.
Conciliar informação com conscientização, através da experiência individualizada é o nosso desafio.
Cada de um de nós tem internamente uma gama de possibilidades infinita. Através do autoconhecimento, podemos escolher algo que nos faça bem e que nos devolva o caminho natural do corpo: movimento.
O Corpo, quando recebe o que precisa, devolve em dobro energia, saúde, disposição.
Até 30 anos, o corpo se auto-regula. Depois, ele começa a dar sinais de que precisa receber seu combustível natural: movimento e atividade física.
 

Melhor na Vida, Melhor na Empresa!


Devido a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, com cotidiano muito agitado, prazos apertados e acúmulo de tarefas em função da dupla jornada (trabalho/casa), é cada vez mais comum nos profissionais, o surgimento de problemas de saúde, tanto físicos quanto emocionais. Entre eles estão, dores pelo corpo, falta de concentração, irritabilidade, dificuldade na sociabilidade, falta de interesse e morosidade na realização das tarefas.

Com a qualidade de vida comprometida, o rendimento profissional cai a níveis consideráveis e afeta negativamente a carreira e o desempenho da equipe como um todo.

Você vem se sentindo assim? Quais são as atitudes que devem ser tomadas para que você consiga reverter esse quadro e se sentir mais disposto e feliz em sua carreira profissional?

Não espere a situação mudar, não conte apenas com a empresa investindo em você, viabilizando um tratamento ou lhe oferecendo benefícios que você considera importante. Faça você por você mesmo!! O empreendimento é seu e vale sua qualificação profissional, o que garantirá sua empregabilidade, tornando-o motivado, mais dinâmico, interessado e criativo, demonstrando uma melhor performance profissional.

Comece cuidando da saúde! Procure praticar uma atividade física que lhe seja prazerosa e lhe traga diversão! Perceba se essa atividade permite que você interaja com outras pessoas e principalmente, procure manter-se saudável e ativo em todos os níveis. E não esqueça de aliar à essa atividade, um cardápio balanceado com alimentos de qualidade. Você certamente irá se sentir melhor!

Invista em você, procure fazer cursos que você goste. Se possível, aqueles que poderão lhe ser úteis em sua carreira profissional, acrescentando mais conhecimento e habilidades.

Uma vez por semana (ou mais), faça uma atividade cultural, vá ao teatro, ao cinema, um bom jantar e viaje sempre que puder!

Passe mais tempo com seus pais ou com seus filhos... Eles têm muito a lhe ensinar, volte a ser criança, brinque, nem que seja por alguns minutos... Tenha amigos, ria muito, tenha boas conversas! Quem sabe um hobby, ouça boas músicas, preste atenção em você! Você é o protagonista desta história!

Com essas pequenas, mas muito significativas ações, você se transformará numa pessoa mais feliz e, com certeza, num profissional mais interessado e envolvido, consequentemente, mais realizado, tornando sua atividade na empresa muito mais produtiva e certamente reconhecida e valorizada!