4 de set. de 2009

Felicidade: uma responsabilidade da empresa?

Cientistas calculam que 50% da felicidade de uma pessoa são determinados pela genética, 10% pelas circunstâncias de vida e 40% por pensamentos e ações. Uma empresa não tem como interferir na genética, mas pode ajudar nestes 10% – embora haja outras questões e pessoas envolvidas, nas quais a organização não tem nenhuma influência. Talvez uma corporação possa proporcionar a oportunidade de bons pensamentos e ações – os outros 40% -, mas não tem como gerir e controlar este processo.

Não há como atribuir a uma empresa a responsabilidade pela felicidade de alguém – esta é uma conquista individual. Mas uma companhia é feita de pessoas. Portanto, quanto mais profissionais felizes trabalharem nela, melhor será o seu clima organizacional. A conclusão, bastante óbvia, é cercada de mal entendidos. É preciso lembrar que as pessoas continuam atribuindo à organização a responsabilidade pela sua motivação e disposição. A frase “esta empresa não me motiva” é muito comum. Outro equívoco é que, como entidade abstrata, a organização depende dos seus líderes para construir e manter o seu grau de felicidade – e é neles que tudo começa ou deveria começar. Não faltam companhias preocupadas em motivar o seu público interno praticando comunicação interna de massa, com uma mesma mensagem para todos.

As campanhas motivacionais normalmente são voltadas para a base da pirâmide e, por serem de massa, atingem também as chefias intermediárias, mas não são direcionadas a elas. São ações que comumente não motivam ninguém. As mensagens não conseguem mostrar que a felicidade pode estar dentro de cada um e não na empresa. Se 10% da felicidade é determinada por circunstâncias de vida, e o trabalho é uma delas, certamente um bom nível de informação sobre objetivos, estratégias e resultados da empresa tornará a pessoa mais próxima e, consequentemente, melhor alinhada a tudo o que se refere a ela. Isso, sem dúvida alguma, fará a pessoa mais feliz no ambiente de trabalho. Então, vamos dizer que, com isso, ganhamos pelo menos 5% de felicidade. Se 40% da felicidade é determinada por pensamentos e ações, quanto mais informações a organização disponibilizar, melhores serão os pensamentos em relação a ela, como também as ações. Porque a informação bem trabalhada gera segurança, e as pessoas somente têm coragem para agir em favor da empresa quando se sentem seguras daquilo que fazem e do que podem fazer.

A vida é formada por tantos aspectos, uma mesma pessoa desempenha tantos papéis, que se torna impossível atribuir a uma empresa a responsabilidade de motivá-la. Por isso, a necessidade de manter o foco na informação clara e transparente, que gere valor e faça os colaboradores se sentirem importantes.

Esta é, sem dúvida, a maior arma para contribuir com a felicidade do público interno: só ela pode trazer o bem-estar, a harmonia e a segurança que todos buscam.

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