4 de set. de 2009

A fumaça do cigarro já foi abolida em sua empresa?

Uma grande ampulheta foi colocada em algumas das maiores cidades do Estado de São Paulo nestes últimos dias. Localizada nas regiões centrais, com grande tráfego de pessoas, ela marca o inicio do fim de décadas de tolerância em relação à fumaça do cigarro no Brasil. Com a aprovação da LEI Nº 13.541, DE 7 DE MAIO DE 2009 do Governo do Estado de São Paulo, estamos em contagem regressiva para a implantação de ambientes totalmente livres de tabaco nos ambientes coletivos fechados ou parcialmente fechados, públicos ou privados, a partir do dia 7 de agosto de 2009, em todo o Estado de São Paulo, incluindo aí a sua empresa. De acordo com os dados do INCA* 20% do total dos colaboradores de sua empresa são fumantes, sendo que 90% deles começaram fumar até os 19 anos de idade. E eles não terão mais os extintos fumódromos para usar.

A manutenção do fumódromo por parte da empresa acarretará pesadas multas, e por fim, até o seu fechamento. É preciso compreender que toda diminuição ou cessação do tabaco produz abstinência. Isto porque o tabagismo é uma doença (CID X – Classificação Internacional de Doenças). Uma doença que é primeiramente pediátrica – e que depois se cronifica. Ou seja, começa na infância e se desenvolve pela vida adulta. O colaborador poderá desenvolver abstinência em maior ou menor intensidade, dependendo do seu grau de dependência. Os sintomas que ele poderá ter são: cefaléia, irritação, ansiedade, depressão, insônia, agitação, nervosismo e vontade intensa de fumar (fissura). Sabedores de tudo o que os espera, os colaboradores estão preocupados e desejosos de aproveitarem a ocasião para pararem de fumar.

Quem os ajudará?

Para o RH é uma bela oportunidade para implantar programas de tratamento do tabagismo. E com isto, tornar o seu colaborador mais saudável. O seu colaborador precisa de toda ajuda do RH neste momento. Algumas dicas são: providenciar água em abundancia para ele tomar, orientar os encarregados que seu subordinado poderá estar mais sensível emocionalmente por causa da abstinência, oferecer a ginástica laboral para ajudar a diminuir a ansiedade, e informá-lo que o desejo intenso de fumar dura apenas cinco minutos, e que se ele procurar se distrair nesse tempo ou andar, a vontade de fumar diminuirá, juntamente com seu sofrimento.

Esses manejos são importantes, mas efetivamente a estratégia mais eficaz é possibilitar ao colaborador participar de um programa de tratamento para parar de fumar junto com outros colaboradores fumantes. Eles poderão colocar em ação a sua motivação para parar de fumar e desenvolver estratégias de enfrentamento da dependência, orientado por profissional competente, e em parceria com o departamento médico da empresa.

Abolir a fumaça do cigarro da empresa é libertar ao colaborador de sua dependência. E por enquanto, legalmente, esse privilégio é apenas no estado de São Paulo. Mas, para os outros estados do Brasil, simbolicamente, a ampulheta está colocada.

* Instituto Nacional do Câncer

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