12 de jan. de 2011

Programas de qualidade de vida ainda são desafio para empresas!

No Brasil, 44% das companhias implementaram programas de qualidade de vida apenas 

parcialmente, enquanto 38% não têm planos ou estratégias para colocar essas ideias em prática.

A expressão ‘qualidade de vida’ tem sido cada vez mais ouvida nos corredores das empresas, 

mas a maioria dos programas destinados a promovê-la são apenas parcialmente implementados. 
É o que mostra estudo da consultoria Buck Consultants. No Brasil, 44% das companhias 
admitem ter seus projetos operando apenas parcialmente. Outras 38% não têm ainda qualquer 

estratégia implementada.

A média global é ligeiramente melhor do que a brasileira: 37% das companhias implementam 

parcialmente programas de qualidade de vida. Ainda assim, apenas 21% conseguem colocar 

em prática 100% de sua estratégia. No Brasil, o número cai para 18%.

Apesar de reconhecer a importância de políticas de qualidade de vida, muitas companhias 

brasileiras ainda patinam nesse campo. “Há grande interesse, mas muita dificuldade ainda 
na gestão desses projetos, que não devem se resumir a palestras e panfletos, mas serem 
sim verdadeiros programas”, afirma Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de 

Qualidade de Vida (ABQV).

O custos compensam, defende o presidente da associação. “Há redução das faltas 

dos funcionários e do custo de assistência médica. Para cada trabalho em cima de um 

fator de risco, a produtividade costuma aumentar 2%”.

Motivações

O principal motivo alegado para as empresas brasileiras investirem em programas de 

qualidade de vida é exatamente aumentar a produtividade da companhia. Na seqüência, 
aparecem outras razões como manter a capacidade de trabalho e reduzir o número de 

faltas. Essas três são as mais citadas em todo mundo.

“Os Estados Unidos, onde a preocupação número 1 é diminuir os custos com plano de saúde, 


é uma exceção”, diz Ogata.

No Brasil, os programas de qualidade de vida estão hoje concentrados prioritariamente 

no estímulo à atividade física, na boa alimentação, no controle do nível de estresse e no 

combate à hipertensão e ao alto colesterol.

Recompensas

São poucas as empresas brasileiras (16%) que oferecem recompensas financeiras 

para os funcionários que aderem a campanhas de qualidade de vida, com mimos como
descontos no seguro saúde, prêmio de milhagens, brindes etc. Das demais 84%, 
cerca de 40% dizem que pretendem introduzir recompensas, enquanto 44% não aprovam 

a ideia.

“No Brasil, há resistência a dar benefícios aos participantes. A maioria das empresas costuma 

pensar que são os planos de saúde que deveriam pagar por isso. Já nos Estados Unidos, a 

prática é comum”, diz Alberto Ogata.

As companhias brasileiras não costumam medir empiricamente os impactos das políticas de 

qualidade de vida. Apenas 32% delas fazem isso. Ainda assim, a percepção que se tem no 
Brasil, assim como no resto do mundo, é de que os principais resultados são levantar o ânimo 

dos funcionários e melhorar a imagem da empresa e a saúde dos funcionários.

A pesquisa ouviu 10 milhões de funcionários em 45 países. No Brasil, foram 250 mil empregados 

em 153 empresas.

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